A juíza Madalena Caldeira, que presidiu à conferência de pais realizada uma semana antes da morte de Cláudio Rio Mendes –assassinado a tiro pelo ex-sogro em Fevereiro do ano passado, no parque da Mamarrosa, em Oliveira do Bairro – afirmou ontem no tribunal de Anadia que autorizou que o engenheiro Ferreira da Silva estivesse presente nas visitas da vítima à filha.
"Recomendei que alguém da família materna estivesse na visita. A drª Ana indicou o nome do pai e disse que ele tinha uma boa relação com o ex-genro", contou.
A testemunha frisou, no entanto, que apenas um familiar podia estar na visita e que deveria manter-se sempre à distância. "Se não fosse o avô, podia ser outra pessoa.
A intenção era que o pai estivesse com a filha. Não era suposto que alguém andasse sempre em cima deles", contou a magistrada que classificou Ana Joaquina como "excessivamente protectora" para com a filha.
Na sessão de ontem foi também ouvido António Manuel Arnaut, o advogado que defendia a juíza Ana no processo de regulação do poder paternal. "A drª Ana tinha dito que o Cláudio tinha uma doença mental, mas para mim era uma pessoal normal. Na altura apeteceu-me dar duas palmadas em cada um, se calhar as coisas tinham-se resolvido. Como juíza e advogado tinham a obrigação de ter resolvido as coisas", disse.
A testemunha recordou ainda que Cláudio recusou ver a filha nas instalações da segurança social, atitude que considerou "louvável".
Carlos Tribuna, amigo de Ferreira da Silva, o pai da juíza que está a ser julgado por matar o ex-genro em Fevereiro do ano passado, em Oliveira do Bairro, foi acusado de mentir ontem no Tribunal de Anadia.
O MP vai instaurar um processo à testemunha por falsas declarações, por considerar que o amigo do homicida apresentou contradições entre o depoimento prestado ontem e o que fizera na PJ, logo após o crime.
O procurador apontou várias incongruências, como o facto de aquele ter dito que após levar seis tiros, a vítima, Cláudio Mendes, continuou a caminhar normalmente e que chegou a virar-se de frente para o engenheiro.
Carlos revelou ainda que no dia do crime levou o homicida à GNR para se entregar. "Entrou no carro e chorou. Colocou as mãos na cabeça e disse: ‘Porque é que ele fez isto? Porque é que ele bateu na minha tia?'".
O advogado da família de Cláudio Rio Mendes, advogado morto pelo ex-sogro em 2011 em Oliveira do Bairro, requereu ao tribunal de Anadia a acareação de duas juízas.
O objectivo é apurar qual das duas magistradas/testemunhas terá prestado falsas declarações no decorrer do julgamento do alegado homicida, António Ferreira da Silva.
O crime ocorreu em Fevereiro de 2011, na localidade de Mamarrosa.
A vítima mortal tinha ido visitar a filha, que se encontrava à guarda da ex-mulher, quando foi impedido pelo antigo sogro, que o baleou mortalmente.
Pai da inquirida está a ser julgado pelo homicídio do ex-companheiro, abatido a tiro num parque de Oliveira do Bairro
A juíza Ana Joaquina, inquirida nesta terça-feira no tribunal de Anadia como testemunha do homicídio do advogado Cláudio Mendes, seu antigo companheiro, admitiu que havia o receio na sua família de que ele retirasse a filha de ambos.
Inquirida durante o dia, no julgamento de António Ferreira da Silva, seu pai, acusado de ter abatido a tiro o advogado no parque da Mamarrosa, em Oliveira do Bairro, Ana Joaquina reconheceu ter ficado preocupada por a juíza do Tribunal de Família e Menores não ter fixado a residência da criança.
«Disse-me várias vezes que fazia desaparecer a menina», relatou, o que, a acontecer, alegadamente a deixava sem meios jurídicos para a recuperar, disse a mãe da criança.
Havia já todo um historial de disputa judicial pela regulação do poder paternal da menor, que, não estando fixado, levou a momentos de conflitualidade entre os progenitores, com agressões e ofensas pelo meio, intervalados por reaproximações.
Foi o que ocorreu já depois de Cláudio Mendes ter feito uma queixa-crime contra Ana Joaquina, que o advogado retirou na véspera de ser firmado um acordo provisório de visitas, tal como desistiu do primeiro processo de regulação das responsabilidades parentais.
A juíza, no seu depoimento, admitiu ter jantado com ele «de boa fé, na tentativa de chegarem a um acordo». Inquirida pelo advogado Ricardo Gonçalves, em representação dos familiares da vítima, reconheceu que os problemas entre os dois só começaram cerca de um mês antes de a criança nascer.
Até então nunca teve queixas de maus tratos, mas a relação degradou-se por divergências quanto à forma de cuidar da criança e ao diferente relacionamento consentido com os avós de um e de outro lado.
Garantiu que até aos incidentes na Feira, «o Cláudio via a filha quando quisesse», embora, se ele pedisse para sair sozinho com a filha, ela fizesse questão de o acompanhar e justificou: «Eu tinha a certeza que ele andava perturbado.»
Foi essa «perturbação» que a fez admitir em Tribunal que o seu pai andasse nos últimos tempos «com a arma por perto» e lhe tivesse aconselhado a ela a comprar uma arma, face a ameaças que começou a levar a sério, depois de, na Feira, este a ter agredido.
«Eu própria temia pela vida», concluiu.
A juíza afirmou, noutro passo, que «já há muito tempo tinha pensado em avançar com uma ação de inibição do poder paternal» e requereu que figurasse em ata que ele tinha sido mandado retirar, na conferência do tribunal de Família, pelo seu comportamento perturbado, o que o próprio Tribunal não deferiu.
Foi também ela, conforme assumiu, quem sugeriu o internamento compulsivo do ex-companheiro, quando dos incidentes na casa de um irmão do Cláudio na Feira, considerando «anómalo» o facto ele andar num carro de brincar a distrair a criança, no momento de tensão.
"O sorteio da terceira eliminatória da Taça de Portugal ditou um embate entre o Sporting e o Moreirense, em Moreira de Cónegos.
É o único encontro entre equipas da Liga.
O Benfica desloca-se ao reduto do Freamunde, conjunto da 2.ª Liga, e o FC Porto ao do Santa Eulália de Vizela.
A Académica, actual detentor do troféu, defronta o Ponte da Barca.
A data marcada para os jogos é 21 de Outubro, um domingo, mas os clubes envolvidos na competições europeias já pediram alterações.
FC Porto e Sporting preferem jogar no dia anterior (20), o Sp. Braga quer a sexta-feira (19) e o Benfica quinta (18) ou sexta-feira.
É já no dia 13 de Outubro, Sábado, a nossa primeira edição do Clicks d’Arte, Formação e Produção Artística, que combina fotografia, dança, workshops, reportagem, música e artes num só dia e com sentido.
A realizar-se na Mealhada, nomeadamente no Complexo Quinta dos Três Pinheiros, é destinado ao público em geral e será preenchido com 5 Workshops de Fotografia por Ana de Jesus Ribeiro, das 9h às 13h45, por 5 Workshops de Dança das 14h às 19h e por um espectáculo culminante intitulado de SURG’ai – Dança e Música, que iniciará pelas 22h, espectáculo este que terá a participação de Mariana Morado no papel de apresentadora e cantora (Solos e duetos), André Madaleno também a apresentar e João Carvalho, músico e cantor. Este nosso espectáculo para deslumbrar conta ainda com a participação primorosa da “Academia All About Dance”, dos “OBSC Dance”, dos “Soul Sister Dance School I Centro de Fitness Polirithmus”, “Dança Jazz.com”, “Baila Sonero”, dos professores e coreógrafos “Claudinei Clau Garcia &Sofia Matos” e de “Filipa Peres”, como também do grupo de dançarinos "Corpos com Ritmo" da APPACDM de Anadia.
Cada workshop tem um propósito diferente e a isso juntou-se um preço à semelhança e em conformidade. Os WS’s de Fotografia, conceito “Happy Hour de Fotografia” do projeto “Fotojornalista por um dia+” ministrados por Ana de Jesus Ribeiro, pela manhã, terão o valor de 10€, já os WS’s de dança, liderados pelos professores Lucy El-Sayed (Dança Árabe), Joana Amaral (House), Bruno Berteli (Salsa), Lia Caprichoso (Dança Jazz) e Filipa Peres (Dança Contemporânea; a partir dos 10 anos) custará 15€, pelo que a participação em qualquer um dos workshops propostos dá direito a assistir ao espetáculo de Dança e de Música de nome SURG’ai (Lema musical: “I folluw rivers”) GRATUITAMENTE e a realizar-se pelas 22h.
Já com inscrições abertas e para eventuais esclarecimentos, os interessados devem-nos contatar através do e-mail, clisckdarte@gmail.com, como terão conhecimento dos nossos objetivos por esta 1ª edição e de toda a nossa equipa técnica que também irá proporcionar esta nossa realidade empática no coletivo e artística no inovar, a fomentar no futuro, através do nosso site, http://www.clicksdarte.de.vu e da nossa página do facebook, http://www.facebook.com/clicks.darte.
A Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Póvoa do Pereiro encerrou, se a memória não me atraiçoa, já lá vão 2 anos.
Câmara municipal de Anadia e Junta de freguesia da Moita ainda não decidiram que destino a dar a este amplo e maravilhoso espaço.
Na Póvoa do Pereiro existe uma associação de moradores que manifestou interesse na utilização de uma das suas duas salas. Contudo, tudo continua por definir, o tempo vai passando, o edifício não sofre manutenção e começa a degradar-se e o recreio começa a parecer mais um giestal.
Só lamento, que em tempos de crise se gaste dinheiro em obras, por vezes, desnecessárias, podendo-se aproveitar o património público para benefício do povo.
Vamos lá senhores responsáveis por esta escola pensarem o que ali pode funcionar, para o melhor da Póvoa do Pereiro e a cidade de Anadia.
O PSD/Anadia vai efectuar uma cerimónia pública e formal de Tomada de Posse dos Órgãos de Secção – Comissão Política, Mesa da Assembleia e Delegados à Assembleia Distrital - eleitos no passado dia 20 de Julho, num dos sufrágios eleitorais mais participados de sempre nesta estrutura político-partidária.
A Tomada de Posse realizar-se-á no próximo dia 04 de Outubro (Quinta-feira), véspera de feriado, pelas 21:15 horas, na Quinta do Encontro, sita em São Lourenço do Bairro.
O evento contará com as presenças especiais do Eng.º Jorge Moreira da Silva, Primeiro Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD e do Dr. Ulisses Pereira, Presidente da Comissão Política Distrital de Aveiro do PSD, entre outros dirigentes nacionais e distritais.
No final da cerimónia de Tomada de Posse, será servido um espumante de honra aos presentes.
Este evento sendo dirigido primordialmente aos militantes do PSD, é aberto à população.
Para os referidos efeitos, juntamos em anexo Informação à Imprensa e fotografias do Primeiro Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD, Eng.º Jorge Moreira da Silva.
Deste modo, vimos convidar as Sras. e os Srs. da Comunicação Social a estarem presentes e a divulgarem esta actividade política de elevado interesse, da forma que considerarem mais oportuna.
A Assembleia de Freguesia de Tamengos reuniu extraordinariamente, no dia 18, para discutir e redigir o parecer a enviar à Assembleia Municipal de Anadia sobre a solução que acha defender melhor os interesses da Freguesia no que diz respeito à Reforma da Administração Local enquadrada na Lei 22/2012.
Com uma participação popular invulgar, superior a 70 pessoas, ouviram-se várias propostas, tais como "ficar tudo na mesma", "agregar as freguesias de Aguim e/ou de Óis do Bairro" ou "agregar-se à Freguesia de Arcos".
A maioria das intervenções populares demonstrou um grande bairrismo, um completo alheamento da referida legislação e até um desconhecimento dos limites territoriais da Freguesia.
A Mesa decidiu levar a votação as três propostas referidas anteriormente, tendo resultado e sido aprovado em minuta o parecer a entregar à Assembleia Municipal.
Resumidamente, foi aprovado por unanimidade que a Freguesia de Tamengos está disponível para agregar as freguesias de Aguim e/ou de Óis do Bairro; foi aprovado por maioria que a Freguesia prefere ficar com o território actual; e foi rejeitado por maioria a proposta de ser agregada pela Freguesia de Arcos.
Afonso Athayde (Coimbra) venceu na final o jovem internacional Jorge Monteiro (Aveiro) por 3-1 (11/7; 5/11; 11/9; 11/9), pelas meias finais haviam ficado Nuno Castro (Mangualde) e Rui Ferreira (Viseu).
No final da Placa A, Luís Santos (Coimbra) venceu Jorge Fonseca (Coimbra) por 3-2..
Na final da Placa B, Guilherme Parreiral (Coimbra) venceu Alexandra Santos (Anadia) por 3-1.
Na placa C, Diogo Dias (Anadia) venceu João Oliveira (Anadia) por 3-2.
E na Placa D, Xavier Oliveira (Anadia) venceu Rui Neves (Anadia) pelo resultado de 3-0.
Este torneio teve a participação de 22 atletas, e contou com o apoio da Câmara Municipal de Anadia, Complexo Desportivo de Anadia, Tecnifibre e Eye.
O advogado assassinado em 2011 na Mamarrosa, quando fazia a visita à filha, "não queria ser um pai de fim-de-semana", testemunhou hoje a juíza Beatriz Correia, colega de faculdade da mãe da criança e da vítima.
Ouvida durante a tarde, aquela juíza descreveu Cláudio Mendes - que foi abatido pelo pai da ex-companheira, também ela juíza -, como uma pessoa normal e incapaz de atitudes violentas, que só começou a sofrer de depressão e ansiedade depois de o impedirem de estar livremente com a criança.
"Achava que tinha o direito a estar com a filha e, por vezes, não o deixavam e ficava deprimido. Se ele fosse perigoso não o deixava brincar com os meus filhos", disse a juíza Beatriz ao colectivo e aos jurados, relatando ainda que um pedopsiquiatra, amigo comum, teve igual entendimento.
O depoimento da testemunha contraria a defesa de António Ferreira da Silva, acusado do homicídio qualificado do advogado, que tem sustentado que este sofria de perturbações do foro psiquiátrico e se podia tornar perigoso, tendo o arguido disparado perante o que entendeu ser uma ameaça à integridade física da sua família.
A juíza, que foi colega da Faculdade de Direito de Cláudio e de Ana, quando estes começaram a namorar, e depois de Ana Joaquina, quando esta frequentou o Centro de Estudos Judiciários, relatou ainda que, quem gostava de armas era o pai de Ana, que já nesses tempos lhe ensinava tiro.
Apesar disso, e de Cláudio lhe ter confidenciado que, quando as relações azedaram, o ex-sogro lhe tinha exibido uma arma e que estaria a ser seguido, desvalorizou na altura os receios do amigo.
"Na altura ainda nos rimos com isso", disse.
Beatriz Correia afirmou ao Tribunal que a sua colega mudou de comportamento após o parto, apesar de serem amigas de longa data. Das poucas visitas que fez, evitou que pegassem na criança e, mesmo para ela ir à praia, só ia ao fim do dia, toda vestida e calçada, sem ter contacto com a areia porque podia ter bactérias.
A própria colega foi acompanhada sempre pelos pais que alugavam casa onde ela estudava e, já depois de ingressar na magistratura, nas comarcas onde era colocada.
"Não era normal. Porque é que isso acontecia, não sei. Seria para a apoiar e ajudar", comentou a juíza, admitindo que as atitudes da colega em relação à criança correspondiam à educação que recebera, pois ouviu a mãe dela, quando a foi visitar por ter nascido a filha, dizer que os bebés não deviam sair de casa durante o primeiro ano.
Cláudio Mendes não tinha o mesmo entendimento, e seria impedido pela família da criança de fazer actos tão normais como levá-la a passear ou ir a uma pastelaria, o que fez degradar a relação.
Manuel Ferreira da Silva, primo do arguido, foi outra das testemunhas hoje ouvidas, o qual relatou as preocupações que lhe foram transmitidas por António Ferreira da Silva quanto à sanidade mental de Cláudio Mendes, mas admitiu que, pessoalmente, nunca teve receio dele nem notou que fosse uma pessoa com problemas psiquiátricos.
Sob suspeita de infligirem abusos sexuais a três crianças, dois homens acabam de ser detidos pela Polícia Judiciária de Aveiro, revelou a corporação.
Os arguidos, presos preventivamente, incorrem em penas de prisão de três a 10 anos, porquanto o alegado abuso (presumível crime contra a autodeterminação sexual) terá compreendido coito oral.
Os indivíduos são suspeitos de porem as crianças (com oito, nove e 11 anos de idade) a ver filmes pornográficos e de, na sequência disso, as obrigarem a recriar cenas idênticas, disse fonte policial ao “Campeão”.
O Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da PJ indicou que os arguidos são um operário fabril, 50 anos, e um pensionista, 51.
Segundo a Polícia, as crianças ficavam à guarda dos dois homens durante largos períodos do dia, inclusive à noite, sendo que as vítimas se mantiveram em silêncio devido a ameaças.
Os abusos ocorreram, sobretudo no Verão de 2011, perto de Avelãs de Caminho (Anadia).
Cláudio Rio Mendes sentiu-se “enganado e traído” depois da “uma tentativa de reconciliação” com a ex-companheira e expetativas de ficar mais próximo da filha.
Segundo o depoimento do irmão mais novo, Celso Modesto, ouvido no tribunal de Anadia, a reaproximação da juiza Ana Joaquina “foi só” para o falecido desistir de fazer valer os seus direitos de pai.
Cláudio Rio Mendes exasperou-se numa conversa dura com ex-sogro. Acusa-o de ter sido “mau pai” mas não fica por aí: “A Ana prostitui-se comigo”, disse ao autor do homicidio.
Celso Modesto recordou o “comentário” do irmão depois da frase que abalou António Ferreira da Silva, como o próprio já reconheceu no seu depoimento.
Claudio Rio Mendes e Ana Joaquina passam uma noite, num motel. “O meu irmão colocou um processo de regulação parental e no último dia desistiu. Mais tarde percebeu que não foi levado a sério”, disse o irmão a instâncias do advogado dos assistentes (familiares do falecido).
A juíza é, justamente, a próxima testemunha no tribunal, tendo o seu depoimento agendado para sexta-feira, de manhã.
A defesa de António Ferreira da Silva, o engenheiro agrónomo que responde por homicidio do ex-genro perante tribunal de juri, questionou na quarta audiência a divulgação pública do vídeo do crime.
Celso Mendes, apesar de ter ficado com o telemóvel onde estavam as imagens da fatídica visita no parque do Rio Novo, em Mamarrosa, feitas por uma sobrinha da então namorada do irmão, negou ter descarregado o ficheiro ou sequer visto o filme que duas semanas depois é posto a circular na Internet, causando choque na opinião publica.
Além da autora do filme e do irmão da vítima só a PJ de Aveiro teve nas mãos o equipamento de modelo iphone que devolve depois de fazer uma cópia dos conteúdos. Mas a pedido do Ministério Público, um dia depois, requer nova apreensão. Ate hoje.
A defesa de Ferreira da Silva suspeita de manipulação das imagens, avançando com a hipótese de terem sido apagados dois ficheiros, possivelmente filmes, e, dessa forma, poderá ter ficado uma “uma visão amputada e parcial” dos acontecimentos trágicos.
Da audiência, ficou ainda o relato de uma testemunha que disse ter sido ameaçada de arma em punho pelo arguido por este desconfiar que andava a despejar lixo numa propriedade sua.
Discurso directo
"O ex-sogro se tinha muita pressão pela filha e mulher seria capaz de atitudes violentas. Não tenho dúvida que [Cláudio] tinha medo. Pediu-me para acompanhá-lo, por ter licença de uso e porte, ´por favor leva arma´. Perguntei se ia para um faroeste. Fui um bocado leviano, agora vejo o que aconteceu" - Rui Manuel, de um grupo de entre-ajuda parental.
O Anadia foi aos Açores vencer o Vitória do Pico por 3-0, seguindo assim em frente na Taça de Portugal. O Pampilhosa também segue em frente, mas teve de recorrer às grandes penalidades para afastar o Sourense.
O homem acusado de matar o genro a tiro, durante uma visita paternal, diz que o pai da menina "era doente mental". A defesa de António Ferreira Silva não excluiu o vídeo que mostra o sucedido e argumenta que a vítima traria uma arma no bolso e que o arguido disparou em legítima defesa.
A defesa do arguido, António Ferreira Silva, vai tentar provar que agiu em legítima defesa, dado que Cláudio rio Mendes traria pistola no bolso durante o diferendo ocorrido aquando da visita da vítima à sua filha menor, neta do engenheiro agrónomo.
"Ele era uma pessoa doente mental e não estava tratado. Qualquer crise que lhe acontecesse, ele entrava em delírio", afirmou o arguido.
Engenheiro agrónomo, 64 anos, da Mamarrosa, Oliveira do Bairro, foi o primeiro a prestar declarações ao tribunal de júri, na primeira audiência do julgamento, que começou às 10.34 horas desta quinta-feira, no tribunal de Anadia. António Ferreira Silva descreveu a forma como vivenciou os momentos fatais de 5 de fevereiro de 2011.
"Foi instinto de defesa. Houve um momento em que ele disse que acabava comigo. Quando meteu a mão ao bolso visualizei uma arma e achei que ia matar toda a gente. A minha cabeça explodiu naquele momento e comecei a disparar cegamente e não vi mais nada. Eu tinha de defender a minha família perante um homem doente e não tratado, e só parei quando a arma ficou sem munições e disse: acabou", relatou o arguido.
Antes do início do julgamento, Celso Cruzeiro, advogado de António Ferreira Silva, tinha dito que o vídeo feito pela namorada da vítima vai revelar algumas "surpresas", sem especificar.
"Nunca afastámos o vídeo, podendo tê-lo feito. A defesa poderia legalmente ter imposto a sua exclusão dos autos, mas não o fez porque estamos interessados em que se demonstre tudo quanto se passou e o vídeo pode ajudar", disse Celso Cruzeiro.
O advogado dos pais de Cláudio Rio Mendes vai tentar demonstrar que arguido assassinou o ex-companheiro da filha, a juíza Ana Silva, agindo de livre e espontânea vontade, com seis tiros de revólver, quando carregava a neta (filha da vítima mortal) ao colo.
A ACIB – Associação Comercial e Industrial da Bairrada vai promover um workshop, a 20 de Setembro, pelas 14h, no Espaço Inovação, na Zona Industrial de Vila Verde, em Oliveira do Bairro, um workshop subordinado ao tema: Escritório Ecológico.
A iniciativa tem como objectivo sensibilizar para a prevenção de resíduos e aconselhar para uma utilização mais racional e ecológica dos materiais, bem como de energia.
Esta acção será conduzida por Rui Berkemeier e Ana Rita Antunes, da Quercus.
Para mais inscrições e/ou informações, contacte a ACIB através do telefone: 234 730 320 ou via o e-mail: acib@acib.pt.