Breves de Anadia no RB

1/08/2010 02:37:00 da tarde Publicado por Jolly Jumper

Vila Nova: Cemitério e Junta de Freguesia são prioridades
Para o presente mandato, o executivo da Junta de Freguesia de Vila Nova de Monsarros tem em mente concluir duas obras importantes, o alargamento do cemitério e as novas instalações da Junta. O presidente António Duarte salientou ao RB que é intenção do executivo proceder ao alargamento do cemitério, tendo já sido adquiridos os respectivos terrenos.

Paulo Rangel em Anadia
O eurodeputado social-democrata, Paulo Rangel, a convite da Comissão Política de Secção do PSD de Anadia (PSD/Anadia), deslocar-se-á ao concelho de Anadia, no dia 8 de Janeiro, para uma Conferência subordinada à temática da Educação.

Biblioteca Rodrigues Lapa abre ao público
A Câmara Municipal de Anadia aproveitou a cerimónia de entrega dos Prémios Rodrigues Lapa para proceder à inauguração da Biblioteca Rodrigues Lapa. Uma sala que contém todo o espólio, vários milhares de obras que pertenciam a este ilustre anadiense, e que a partir de agora pode ser consultado por todos os interessados.

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O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do troço do TGV, entre Soure e Oliveira do Bairro, encontra-se em Fase de Consulta Pública até ao próximo dia 5 de Fevereiro. Como o RB já havia anunciado a linha irá atravessar o concelho de Anadia, nomeadamente passando pelas freguesias de Amoreira da Gândara, Sangalhos, Ancas, Paredes do Bairro e São Lourenço do Bairro, causando grandes prejuízos, dado que irá destruir áreas de vinhedos, entre Paredes do Bairro e São Lourenço, afectando, designadamente a adega da Quinta do Encontro.

O EIA apresenta dois traçados, tendo sido escolhido o traçado 4, por ser o mais favorável, interferindo com menos habitats naturais que o traçado 5 que iria afectar mais espaços urbanos. De referir que enquanto que o traçado 4, depois de São Lourenço do Bairro flecte para poente, em direcção ao concelho de Cantanhede, o traçado 5 iria atravessar as freguesias de Óis do Bairro e de Tamengos.

Segundo o Estudo a ligação entre Lisboa e Porto deve entrar em funcionamento em 2015, com estações intermédias em Leiria, Coimbra e Aveiro. O tempo de ligação será 1h15 e de 1h35 com paragem nas estações, contra as actuais 2h35 do Alfa Pendular. O troço com cerca de 70 quilómetros terá um custo entre os 630 e 650 milhões de euros.

Traçado criticado
Na altura em que o Governo deu a conhecer o corredor por onde iria passar o comboio de alta velocidade, foram muitas as vozes da região que se fizeram ouvir contra o traçado, nomeadamente a Comissão Vitivinícola da Bairrada que endereçou uma missiva ao então Ministro da Agricultura, Jaime Silva, dando a conhecer os problemas que tal traçado poderá trazer para a região, apelando para que o membro do Governo desenvolva todos os esforços possíveis “para reduzir os impactos negativos numa região cujo potencial de desenvolvimento é tão gravemente afectado”.

O Presidente da Confraria dos Enófilos da Bairrada, Fernando Castro, também veio a público dizer que estava contra, manifestando a sua “mais profunda preocupação, indignação e discordância por tal Resolução do Conselho de Ministros”, salientando que a dimensão das medidas publicadas “atinge uma área considerável de várias centenas de hectares de terrenos ocupados predominantemente com vinhedos, nos quais deixou de ser possível efectuar quaisquer benfeitorias”. Na altura explicou que “a concretizar-se tal empreendimento, para além de um sem número de explorações que serão eliminadas, diversas outras ficarão inviabilizadas”, acrescentando que “a redução das áreas de vinha e as barreiras que irão surgir afectarão profundamente a operacionalidade do cultivo das que sobrarem, fazendo subir todos os anos os gastos dessas explorações sem que os proprietários tenham possibilidades de os recuperarem”.

Ainda segundo os responsáveis da Confraria, os denominados corredores de protecção “atingem em cheio o coração de uma área de vinhedos modernos, emblemáticos e dos mais prometedores da Região da Bairrada, incluindo algumas das suas adegas”.

O então deputado à Assembleia da República, José Manuel Ribeiro, também entregou um requerimento ao Governo onde dava conta dos prejuízos que tal traçado iria trazer para a Bairrada, considerando que tal infra-estrutura era “um verdadeiro atentado” e que merece “o profundo repúdio”, pois, no seu entender, “este investimento não trás qualquer benefício às pessoas, às empresas e às Autarquias”, acrescentando que “esta situação é inaceitável e incompreensível!”.

A Assembleia Municipal de Anadia, no mandato anterior, aprovou também, por maioria, com a abstenção do PS, uma moção apresentada pela bancada do PSD contra o traçado e “corredores” do TGV no Município de Anadia. Os “laranjas” consideraram que “o traçado e os “corredores” do TGV vêm criar mais restrições e limitações ao município, com prejuízo para o seu desenvolvimento e progresso”.

Referiram ainda que “a situação a verificar-se, retirará qualidade de vida aos munícipes, em especial, aos destas localidades, com todos os inconvenientes que facilmente se inferem”.

Consideraram que, “além da criação de um ‘rasgo’ inaceitável, uma barreira anti-natural que é efectuada no Município, o projecto do TGV irá destruir várias dezenas de hectares de vinhedo, aniquilando aquela que é quiçá a principal riqueza da região”.

Até ao dia 5 de Fevereiro, as pessoas e entidades que se sintam prejudicadas com a travessia do traçado podem apresentar as suas razões para que se procedam a alterações no trajecto do TGV.
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